Jornada Literária vai levar aos alunos a literatura da atualidade

 A segunda edição da Jornada Literária do Distrito Federal vai colocar o aluno leitor em contato com autores contemporâneos, que falam da atualidade em seus livros.

 

A segunda edição da Jornada Literária do Distrito Federal vai colocar o aluno leitor em contato com autores contemporâneos, que falam da atualidade em seus livros Um desse autores é José Rezende Júnior, vencedor, em 2010, do Prêmio Jabuti com o livro de contos Eu Perguntei ao Velho se Ele Queria Morrer (7Letras).

José Rezende Júnior vai participar do debate O Imaginário na Ficção Brasileira juntamente com Ana Miranda e João Bosco Bezerra Bonfim. A mediação será da escritora brasilense Paulliny Gualberto Tort, que teve seu romance de estreia, Allegro ma non troppo, publicado pela Oito e Meio, indicado este ano como finalista do Prêmio Oceanos.

Paulliny diz que iniciativas como a Jornada podem facilitar que cheguem aos estudantes o muito de bom que está sendo escrito no país atualmente.

“A escola pode abrir a oportunidade para que os jovens conheçam e tomem gosto pela literatura nacional. Mas, para que isso aconteça, duas coisas são imprescindíveis: os livros precisam estar acessíveis aos estudantes e devem ser apresentados como fonte de prazer, não como obrigação. O estudante não deve ler só porque vai cair na prova.

Nesse aspecto, a parceria da Jornada Literária com as escolas é incrível. Os livros e os autores chegam aos estudantes de forma leve, sem o peso do vestibular ou do boletim no fim do bimestre”, explica a autora. Paulliny, que apresenta todo sábado o programa Marca Página nas rádios da EBC, adiante que, em relação ao debate, vai “ tentar aproximar o Brasil ou os Brasis que se apresentam nos livros ao país em que vivemos hoje”.

Outro participante da Jornada Literária é o carioca André Giusti, que mora em Brasília há quase 20 anos. Seu oitavo livro – A Maturidade Angustiada – saiu recentemente pela editora Penalux, e tem recebido elogio de alguns críticos como Sérgio Tavares, de A Nova Crítica.

 

O trabalho de Giusti, que além de contista é poeta e cronista, está sendo estudado por alunos das escolas que participarão da Jornada. Eles estão lendo a A Liberdade é Amarela e Conversível (7Letras, 2009) e receberão o autor para um bate-papo em sala. Giusti conta que teve uma experiência inesquecível com alunos na Feira do Livro de Brasília, em 2005. “Na época, meu segundo livro, A Solidão do livro Emprestado, foi lido por alunos de Sobradinho. A conversa com eles durou duas horas e eles observaram detalhes que adultos não haviam percebido, como a presença constante de automóveis antigos em meus contos”, relembra ao autor.

 

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