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Centro de Cultura e Desenvolvimento do Paranoá (Cedep)

A 1ª Jornada Literária do Distrito Federal compreende o direito à literatura como um dos alicerces do fortalecimento da formação de crianças, jovens e adultos. De todas as pessoas, mas de comunidades marginalizadas, em especial. Vincular novos leitores ao acesso aos livros; levar aos leitores livros literários para serem lidos e explorados criticamente; habilitar mediadores de leitura para encontros significativos entre leitores e livros; levar autores literários a se encontrarem com leitores: círculos que não se fecham, mas se complementam para a promoção do livro, leitura e literatura. Esses são os fundamentos que levaram ao encontro da 1ª Jornada com o Cedep.

O Centro de Cultura e Desenvolvimento do Paranoá, fundado em 2 de agosto de 1987, como continuação da peleja dos moradores da antiga Vila Paranoá. Essa labuta consistia não apenas na busca da fixação do assentamento pioneiro e regularização da moradia: era também a busca pela dignidade e dos direitos em todos os segmentos: escolarização de crianças, jovens e adultos; oportunidades de fruição da cultura – música, teatro, literatura; lazer, esporte e assim por diante.

Nas atividades precedentes, o mesmo conjunto de pessoas que fundou o Cedep havia dirigido a Associação de Moradores do Paranoá, em meados dos anos 1980. Brasília, então, tinha já mais de 20 anos de inaugurada; e o acampamento pioneiro para a construção da barragem persistia resistindo pela moradia. Com a carência da oferta de casas populares no Distrito Federal, a comunidade crescia sempre, sem que houvesse resposta a demandas mínimas como a da oferta de água e esgoto nas residências, ou iluminação nas ruas.

Os serviços que existiam na comunidade para atender minimamente eram improvisados pelos moradores: caixa d’água comunitária, chafarizes onde se buscava água em latas; uma escola construída em madeira, mas sem a capacidade de atender toda a demanda, e assim por diante.

Nas primeiras ações, o Cedep criou grupos de alfabetização de adultos, atendimento à educação infantil, festivais de música, atividades de lazer como um festival de pipas e muitas outras ações de relevância para a identidade da comunidade e seguimento da peleja pela fixação.

Em vez da fixação dos antigos moradores onde habitavam – o atual Parque Vivencial – o então Governo do Distrito Federal fez a transferência para a cidade como é conhecida hoje. E o Cedep seguiu com suas atividades de letramento de adultos, atendimento a crianças e se tornou uma referência no Distrito Federal e no Brasil de modelo de atuação autônoma, sustentável de organização popular.

Em toda a caminhada, uma marca do Cedep foi a de associar-se a outras instituições para receber auxílio técnico e financeiro; e, igualmente, para oferecer atividades de escolarização aqueles que necessitavam. A Universidade de Brasília (UnB) foi uma das parceiras de primeira hora, fornecendo informações técnicas e provendo auxílio especializado; outros parceiros foram o Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua, o GTPA/Forum EJA, a Associação de Educação Católica, e assim por diante.

O Cedep é legalmente constituído como entidade sem fins lucrativos, beneficente e de assistência social com registro no Conselho de Assistência Social do Distrito Federal e no Conselho Nacional de Assistência Social e Utilidade Pública Federal.

As áreas de saúde, economia solidária, hortas comunitárias, dança, capoeira, informática, ensino de idiomas e muitas outras atividades foram se somando às originais, a fim de atender às novas demandas da comunidade.

Uma dessas iniciativas é a Sala de Leitura, constituída por doações de parceiros: embora modesto o acervo, é consultado livremente por todos os que dele necessitam. As atividades de letramento seguem sendo o forte da instituição, que tem sido um elo fundamental de programas como do DF Alfabetizado.

Por toda a história de compromisso com a educação, a cultura e a busca pelo fortalecimento dos moradores do Paranoá, o Cedep foi eleito como parceiro para a 1ª Jornada Literária do Distrito Federal. As atividades estão sendo realizadas em sua sede, sendo a culminância do projeto também executada na sede da instituição.


12 a 16 de julho de 2016

No Centro de Cultura e Desenvolvimento do Paranoá


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