Curadoria

A curadoria da Jornada Literária do Distrito Federal veio em decorrência tanto da condição de escritor como também na de promotor de eventos literários, anteriormente.

A curadoria da Jornada Literária do Distrito Federal veio em decorrência tanto da condição de escritor como também na de promotor de eventos literários, anteriormente. Na condição de escritor, mediador de leitura ou de facilitador de oficinas de mediação de leitura e criação literária, João Bosco tem participação em dezenas de eventos nacionais, tais como as Bienais do Livro de São Paulo de 2008 e de 2010. Em Brasília, já realizou centenas de apresentações em escolas públicas, para falar de sua obra ou do tema cordel, pelo qual tem especial preferência.

O curador da Jornada Literária do DF, o poeta João Bosco Bezerra Bonfim, é autor de obras como o Romance do Vaqueiro Voador (LGE, 2004; Callis, 2010), com três
dezenas de livros publicados, em poesia lírica, cordel, infantojuvenis e ensaios de Análise do Discurso. Amador amador, seu primeiro livro de poesia foi publicado em 2002; e, na sequência, vieram outros, como Pirenópolis pedras janelas quintais (Ed. Plano, 2002), Teoria do Beijo (2003); Passagens terrâneas e subterrâneas (LGE, 2004); e in feito (Ed. do Autor, 2008). Entre os infantojuvenis, Lobo-Guará de Hotel (Callis, 2009) é um dos diversos infantojuvenis selecionados para o Catálogo de Bolonha, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FLIJ). Em parceria com Mateus Rios, No reino dos preás, o Rei Carcará foi finalista do Prêmio Jabuti, 2010, na categoria ilutração de livro infantil e juvenil. As publicações mais recentes são O Rouxinol em cordel (DCL, 2015); e A botija encantada (DCL, 2017).

No campo acadêmico, é licenciado em Letras (UnB, 1986), Mestre (UnB, 2000) e Doutor em Linguística (UnB, 2009), com dissertação e tese em Análise do Discurso. O gênero do cordel sob a perspectiva crítica da Análise do Discurso, tese de doutorado, tem servido de base para suas intervenções em letramento literário, nas oficinas que ministra.

A Jornada Literária do Distrito Federal é o resultado dos estudos e pesquisas ao longo da atuação como escritor, pesquisador e professor de literatura. Para essa concepção, muito contribuíram a participação e visita às bienais e feiras do livro, incluindo a Feira do Livro de Bolonha, o maior evento de literatura infantojuvenil do planeta. A proposta da Jornada é que sirva de apoio a atividades literárias já existentes, para reforçá-las; ou que auxilie o início dessas atividades, onde ainda não existem. A opção por atuar junto às escolas está vinculada ao poder que os professores têm, no lugar de potenciais mediadores de leitura literária. Por isso, a jornada se inicia com esse contato nas escolas, com a distribuição de livros e com a leitura por crianças, jovens e adultos.

A contraparte dessa parceria é a participação de autores – escritores e ilustradores – pessoas que são privilegiadas na Jornada Literária, apresentando-se diretamente aos leitores, em encontros previamente elaborados.

Na Jornada, tanto a literatura consagrada em livros quanto a popular, oral, cantada ou declamada, recebem o lugar no universo das artes verbais. Por isso, repente, rap, hip hop e brincantes são também presenças constantes nas jornadas.

A exposição e venda de livros fica por conta de livreiros que se associam à jornada, levando seus estandes. E há também a Feira de Troca de Livros, em que se troca um livro por um leitor. Ao longo do ano, por doação, recebem-se os livros, que são expostos no ambiente da Jornada. E se for do interesse de algum dos freqüentadores, esse livro pode ser levado para a própria casa ou biblioteca escolar.